A maioria das empresas sabe quanto gasta com embalagem por mês. Mas poucas sabem quanto gastam por caixa fechada, por palete embalado ou por volume expedido.
E no final das contas, essa diferença importa. Isso porque, sem granularidade no custo, é impossível saber se você está gastando bem ou desperdiçando, e onde exatamente o dinheiro está vazando.
Hoje você vai aprender como estruturar o cálculo do custo operacional de embalagem e quais são os principais pontos de redução – tudo isso sem comprometer a qualidade ou a segurança da carga.
O que compõe o custo operacional de embalagem
O custo de embalagem vai além do preço do rolo de fita ou do filme stretch. Ele é composto por quatro categorias:
1. Insumos
Os insumos são compostos de fita adesiva, filme stretch, fita de arquear, caixas de papelão, cantoneiras, lacres.
Nesse caso, são os materiais consumidos diretamente no processo de embalagem.
2. Mão de obra
Também deve ser considerado o tempo do operador dedicado às etapas de fechamento, paletização e arquear.
Em operações manuais, esse custo é alto e invisível e raramente aparece no centro de custo de embalagem.
3. Equipamentos
Outro ponto que também deve ser incluído é a depreciação ou parcela de locação de paletizadoras, arqueadoras, fechadoras de caixas e aplicadores.
Ah, lembre-se também da questão da manutenção preventiva e corretiva.
4. Retrabalho e perdas
Por fim, considere as caixas que abrem no transporte, paletes que chegam danificados e volumes que precisam ser reembalados.
Esse custo costuma ser o mais subestimado, mas é um dos maiores no orçamento.
Como calcular o custo por unidade embalada?
O indicador mais útil não é o gasto mensal total, mas o custo por unidade embalada, seja por caixa fechada, por palete ou por volume expedido.
E, para realizar essa conta, exista uma conta bem simples:
- Custo por unidade = (Insumos + Mão de obra + Equipamentos + Perdas) ÷ Volume embalado no período.
Quer entender com mais facilidade? Imagine o exemplo de uma operação que fecha 5.000 caixas por mês com os seguintes custos:
| Item | Valor mensal |
| Fita adesiva (rolos) | R$ 800 |
| Mão de obra (1 operador, 30% do tempo) | R$ 900 |
| Depreciação do equipamento | R$ 300 |
| Retrabalho estimado (2% das caixas) | R$ 200 |
| Total | R$ 2.200 |
| Custo por caixa: R$ 0,44 |
Parece pouco, não é mesmo?
Mas em uma operação que expede 50.000 caixas por mês, esse mesmo custo representa R$22.000, e uma redução de 20% libera R$4.400 mensais sem cortar nada que impacte a operação.
Agora, faça a soma de tudo isso e o valor total em apenas um ano…
Onde o custo de embalagem costuma vazar?
E quais são os custos mais comuns que costumam aumentar esse valor? A Plastitape também te explica abaixo:
Consumo excessivo de fita por caixa
O desperdício de fita é um dos problemas mais comuns e menos monitorados. As causas principais são:
- Aplicação manual sem padronização: cada operador aplica uma quantidade diferente de fita, sem critério técnico;
- Fita de baixa qualidade: fita com adesivo fraco exige mais voltas para garantir a selagem, aumentando o consumo por caixa.
Nesse caso, a solução começa pela padronização: definir quantas voltas de fita são necessárias para cada tipo de caixa e garantir que o insumo tenha qualidade e metragem adequadas.
Mão de obra subutilizada em tarefas manuais
O processo de fechar caixas manualmente, envolver paletes com filme stretch na mão ou arquear volumes sem equipamento consome tempo de operador de forma desproporcional ao resultado.
Aqui, uma paletizadora automática envolve um palete em 30 a 60 segundos com consumo de filme controlado. O mesmo processo feito manualmente leva 3 a 5 minutos e consome até 30% mais filme, sem contar a variação de qualidade entre operadores.
Vale lembrar que o custo do equipamento (próprio ou locado) frequentemente se paga em 3 a 8 meses apenas com a redução de mão de obra e insumo.
Filme stretch mal calibrado
O filme stretch é um dos insumos com maior variação de consumo dependendo da calibração do equipamento. Os erros mais comuns são:
- Pré-estiro insuficiente: ele é aplicado sem ser esticado adequadamente, consumindo muito mais material por palete;
- Número de voltas acima do necessário: sem critério técnico, operadores tendem a passar mais voltas do que se precisa;
- Filme com espessura inadequada para a carga: filme fino em cargas pesadas gera rupturas e retrabalho.
A calibração correta do pré-estiro (idealmente entre 200% e 300%) pode reduzir o consumo de filme em até 50% sem comprometer a segurança do palete.
Retrabalho por falha de embalagem
Caixas que abrem no transporte, paletes que chegam desconfigurados ou volumes que perdem a integridade geram custos que raramente são contabilizados no centro de custo de embalagem, mas que aparecem em devoluções, reclamações e horas de retrabalho.
As causas mais frequentes são fita incompatível com o tipo de papelão, fita de arquear com tensão incorreta e filme stretch subdimensionado para o peso da carga.
E mais uma vez, a escolha correta do insumo para cada aplicação elimina esse custo na raiz.
Comparativo: operação manual vs. automatizada
Veja abaixo o comparativo de uma operação manual ao lado de uma automatizada:
| Indicador | Manual | Automatizada |
| Tempo por palete | 3 – 5 min | 30 – 60 seg |
| Consumo de filme por palete | Alto, variável | Controlado, até 50% menor |
| Padronização | Baixo | Alto |
| Custo de mão de obra | Alto | Reduzido |
| Risco de retrabalho | Alto | Baixo |
| Investimento inicial | Zero | Médio/alto (ou locação) |
Como estruturar a redução de custos sem comprometer a operação
A redução de custo de embalagem foca em otimizar o sistema como um todo. Sendo assim, esse costuma ser o passo a passo indicado:
- Mapeie o consumo real: levante quanto de cada insumo é consumido por mês e divida pelo volume embalado. Esse número é o ponto de partida;
- Identifique os maiores desvios: compare o consumo real com o consumo teórico (quantas voltas de fita, quantos metros de filme por palete). A diferença é o desperdício;
- Padronize o processo: defina procedimentos claros para cada etapa – número de voltas de fita, tensão da arqueadora, programa de envolvedora. Ah, e é claro, treine os operadores;
- Avalie a automação: se o volume justifica, calcule o payback de um equipamento. Em muitos casos, a locação permite automatizar sem desembolso inicial, e o custo da parcela é menor do que o custo da mão de obra que o equipamento substitui;
- Revise os insumos: qualidade e metragem do rolo impactam diretamente o custo por unidade. Um rolo de maior metragem com qualidade consistente costuma ter custo por metro menor e gera menos paradas de linha.
O papel do fornecedor nessa equação
A escolha do seu fornecedor de insumo também influencia o custo do seu operacional, indica o insumo certo para cada aplicação e apoia na calibração dos equipamentos.
O Grupo Plastitape atua como parceiro técnico de operações industriais, fornecendo fitas adesivas, filme stretch e fita de arquear com pedido mínimo a partir de 288 rolos, além de equipamentos próprios para locação ou venda, paletizadoras, arqueadoras, fechadoras de caixas e aplicadores de fita gomada.
Quer mapear onde sua operação está perdendo dinheiro em embalagem? Fale com um consultor do Grupo Plastitape.